De acordo com o estudo, entre 2003 e 2007, o volume de negócios das 50 maiores empresas do setor da construção cresceu 30 por cento em termos acumulados, o que corresponde a uma taxa média de crescimento anual de sete por cento.
Em contrapartida, no mesmo período, a produção do sector nacional registrou um decréscimo de 11 por cento. Estes dados demonstram que "as 50 maiores empresas portuguesas são dinâmicas e crescem num momento em que o setor da construção vive a sua crise mais prolongada de sempre", afirmou António Manzoni, da ANEOP, durante a apresentação do estudo.
"O que estas empresas conseguiram fazer foi crescer por via da internacionalização e da diversificação das suas áreas de negócio", acrescentou António Manzoni.
De acordo com estudo, as 50 maiores empresas de construção portuguesas apostam na internacionalização, ao contrário do que acontece no setor nacional, onde apenas seis por cento do volume da atividade tem origem no exterior.
Das empresas inquiridas, mais de 70 por cento tem atividades fora de Portugal, sendo o continente africano o principal destino das maiores empresas portuguesas, representando cerca de 60 por cento do volume de negócios gerado no exterior.
No contexto de internacionalização, Angola destaca-se, representando "cerca de 50 por cento do volume de negócios internacional das empresas com uma faturação superior a 200 milhões de euros", segundo o estudo.
Além dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), as maiores empresas portuguesas de construção estão também presentes "no norte de África, na América Latina e na no leste da Europa".
De acordo com o estudo, "cerca de 90 por cento das empresas declararam que operam em outros negócios além da construção".
Cerca de 70 por cento estão nas concessões e no imobiliário, 50 por cento na indústria e no ambiente e 40 por cento no turismo e na energia.
A aposta na diversificação "é uma forma de as empresas conseguirem alcançar margens superiores", afirmou Carlos Frias, sócio da Deloitte, sublinhando que em Portugal as margens são muito reduzidas.
O estudo foi elaborado com informação recolhida entre fevereiro e maio através de questionários às 50 maiores empresas de construção e entrevistas com os principais responsáveis das empresas.